Histórico glorioso não garante futuro de sucesso

Durante muitos anos, ouvimos nas arquibancadas dos grandes estádios de futebol e, inclusive, nas mesas redondas que debatem fervorosamente sobre o tema, pessoas falando das grandes conquistas de times de futebol que hoje já não atuam da mesma forma, ou já não conquistam títulos expressivos há algum tempo. 

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Histórico glorioso não garante futuro de sucesso

Durante muitos anos, ouvimos nas arquibancadas dos grandes estádios de futebol e, inclusive, nas mesas redondas que debatem fervorosamente sobre o tema, pessoas falando das grandes conquistas de times de futebol que hoje já não atuam da mesma forma, ou já não conquistam títulos expressivos há algum tempo. 

Por: Redação - GTC
em 6 de dezembro de 2017

Bom, esse é o verdadeiro exemplo de que “nem só de histórias pode-se viver”. Ou seja, é preciso evoluir com o tempo e não parar nele, se adaptar às mudanças tecnológicas e à modernidade que o mundo, naturalmente, atingiu com o passar das décadas. Do despertador de mesa para os celulares, do café coado para às cápsulas, dos joysticks e controles para os jogos com sensores que capturam movimento, do vinil para o CD, do CD para o mp3, baixados no famigerado “Emule” e posteriormente, para o Youtube e mais recentemente (não que a rede de vídeos tenha perdido espaço) para o Spotify.


Esses acima são pouquíssimos exemplos de produtos, objetos, aparelho e programas que ficaram obsoletos. Quantas pessoas viram seus aparelhos de vídeo cassete perderem para o DVD, que posteriormente perdeu para o – não tão aceito – Blu-Ray. Na verdade, este último não teve tanta chance assim de competir com o mercado de streaming e on demand, conhecidos pela Netflix, Net Now, Amazon Prime, entre outros. Atualmente, a porcentagem de pessoas que vão pagar cerca de 80 reais por um único filme é quase que nula, se comparado ao público que paga um valor aproximado de 25 reais ao mês para ter um acervo que não é perfeito, mas é relativamente atualizado e interessante. Com o mercado de trabalho aconteceu da mesma forma. Quantas empresas e marcas que dominaram a economia segmentada por diversos anos já não existem mais? Quantas foram engolidas pela tecnologia? Quantas resistiram em mudar seu método de trabalho manual, por exemplo, para o digital?

Considerada a melhor campanha publicitária que utilizou o QR code, a campanha da Victoria’s Secret foi veiculada em 2011. E você, em 2017, ainda não sabe o que é um QR code?

A tecnologia chegou para facilitar a vida de muitas pessoas, mas é preciso evoluir com ela. E sim, ela está cada vez mais assustadora. Imagine uma SmartTV 47, 3D 4K Curved. Só o nome já causa um furacão na cabeça. Aí você chega em casa e procura o manual. Este que, como muitos papéis, ficou para trás. Uma simples imagem de um “quadrado estranho e cheio de códigos”, o nome dele é QR Code. Quadrado esse que se utilizado junto ao seu smartphone, te direciona para uma versão digital do manual. Não sabe o que é um QR Code? Então – pasme e corra – você precisa se atualizar.

Muitas empresas vieram à falência por não conversar, entender, absorver e oferecer aquilo que o consumidor mais precisa, busca e sente falta. Com o lançamento do novo iPhone X, ficou ainda mais claro que a “Era Black Mirror” está cada vez mais perto de sair da tela e se tornar realidade, afinal, parecia um pouco distante a possibilidade de identificação facial e criação de “emojis” a partir disso.

Sistema de reconhecimento facial para geração de emojis. Tecnologia disponível apenas no iPhone X.

Você pode até pensar que não há nada de absurdo nisso, mas a novidade fora das séries de Hollywood é o que causa espanto em muitos. Conheça agora algumas empresas que, deixaram de se tornar uma SmartTV, continuaram no analógico e perderam o sinal para aquelas que evoluíram com a inevitável evolução do mundo.

Por mais de 20 anos, a Kodak foi uma das marcas mais populares e reconhecidas do setor fotográfico, mas faliu por falta de inovação. Na década de 70, a Kodak chegou a ser responsável por 80% das vendas de câmeras e de 90% de filmes fotográficos.

O que muitos não sabem é que – pasme – na mesma época, a empresa inventou o que, no futuro viria, e veio, a falir a marca: a câmera digital. Mas, ao perceber que a nova câmera, naturalmente, prejudicaria a venda de filmes, eles deixaram a tecnologia numa gaveta. Anos depois as câmeras digitais apareceram e quebraram a Kodak. A marca até tentou sobreviver lançando também o aparelho, mas já não era mais sinônimo de fotografia, abrindo falência em 2012.

Icônico filme Kodak para câmeras analógicas.

Quem não se lembra de ir numa locadora para alugar alguns filmes? Aos fins de semana, as lojas de aluguéis de DVDs ficavam lotadas de pessoas atrás dos últimos lançamentos. Mas, como você sabe, essa era já morreu e levou consigo a maior franquia do segmento. Os olhos iluminavam ao ver aquele logo luminoso enorme, azul e amarelo, possível de enxergar de longe e cheio de clientes fiéis.

O Mesmo assim, a franquia sumiu em pouquíssimos anos e hoje ocupa somente uma prateleira de uma loja de departamentos. Todos sabem que o fim das locadoras veio com os serviços de streaming on demand, já citados lá em cima, como o Netflix e o Net Now e também com a pirataria na internet, mas, a história não acaba aí. Você sabia que em 2000 a Blockbuster teve a oportunidade de comprar a Netflix e não comprou? Tudo bem, isso foi há 17 anos, quando a Netflix era apenas um Delivery de DVD, mas que deve bater um arrependimento, deve.

Letreiros da extinta Blockbuster empilhados em um depósito.

Em 2005, o Yahoo! era o maior portal online do mundo e chegou a valer US$ 125 bilhões. Passados 10 anos, a companhia foi vendida por um preço quase que simbólico para a Verizon, apenas por US$ 4,8 bilhões. O que deve ser motivo de arrependimento, é que esse valor é uma fração dos US$ 44,6 bilhões oferecidos pela Microsoft em 2008, quando o Yahoo! já estava em crise.

O que levou a marca à queda foi o posicionamento e a falta de inovação. Ela poderia ser o maior portal de pesquisa da era da internet, mas decidiram ser um portal de mídia. E assim, quando houve a oportunidade, não compraram o Google e não conseguiram comprar o Facebook.

O Yahoo tem milhões de usuários, mas ainda está em declínio. Sede do Yahoo em Sunnyvale, Califórnia.

Foi a primeira grande rede social dos Estados Unidos, e que foi motivo de desejo para os jovens brasileiros que ainda não tinham contato direto com o mundo online. Mas, a rede teve o mesmo destino do Orkut. O MySpace começou a ganhar espaço com a ideia de que as pessoas poderiam se conectar com outras ao redor do mundo, e assim dividir fotos e outras mídias. Parecia interessante e promissor, mas a plataforma estagnou.

Algum tempo depois, o Facebook nasceu e tomou o espaço do MySpace com muita facilidade, criando inúmeras novas possibilidades que atraíram ainda mais usuários em pouco tempo de sua existência. Em 2005, a News Corporation (dona da FOX) comprou a Intermix Media, dona do MySpace. Desde então, a rede social sumiu de vez..

Antes e depois de Tom Anderson, co-fundador do Myspace. Toda nova conta no myspace era automaticamente amigo de Tom.

Em todos os casos observados acima, assim como muitos outros, o grande problema foi a falta de gerenciamento e tino na hora de buscar melhorias, posicionamentos e principalmente, inovações. A tecnologia chegou com tudo e engoliu grandes nomes que, daqui a alguns anos, as próximas gerações jamais saberão quem foram e, inclusive vão debochar daqueles que já tiveram o prazer de conhecer e utilizar esses nomes.

Não saber por onde começar a mudança é uma questão que afeta não só empresas, mas também pessoas, afinal, não é de um dia para o outro que se cria uma nova identidade ou uma nova maneira de trabalhar, criar e vender.

Um conselho? Sim, a mudança é possível. Um bom exemplo disso é a Apple que, em janeiro de 1984, criou o primeiro computador pessoal, o Macintosh, popularizando a interface gráfica, o que causou uma revolução na tecnologia daquela época. Naturalmente essas grandes máquinas se tornaram obsoletas (e ao mesmo tempo, relíquias), mas a Apple não se perdeu por aí e hoje colhe os frutos plantados a partir dessa invenção, que são os famosos e desejados MacBooks, iPhones, iPads e vários outros produtos que foram lançados com o passar dos anos, mas sempre, claro, acompanhando o desenvolvimento da indústria tecnológica.

Uma dica? Faça como Steve Jobs. Saiba a hora de mudar, adaptar, revolucionar e modernizar. Mas se não descobrir ou achar que está tarde demais, a gente te ajuda: AGORA!

Por: Redação - GTC
em 6 de dezembro de 2017

Vamos Conversar :-)

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